E se você dormisse? E se você sonhasse? E se, em seu sonho, você fosse ao Paraíso e lá colhesse uma flor bela e estranha? E se, ao despertar, vocêtivesse a flor entre as mãos? Ah, e então? (Coleridge)

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Pra descontrair....

O Mundo - Capital Inicial

Thuruthu, thuruthu
Thuruthu, thuruthu
Thuruthu, thuruthu
Thuruthu, thuruthu
Thuruthu, thuruthu
Thuruthu, thuruthu

Você que já esteve no céu
Foi tudo divertido prá você
Chega a hora então
De provar tudo que existe
Tire agora os sapatos
Jogue tudo pro alto
Sinta o chão
Aprender a andar descalço
Num mundo de asfalto
E sem coração
Até que o mundo gire ao seu redor...

Thuruthu, thuruthu
Thuruthu, thuruthu
Thuruthu, thuruthu
Thuruthu, thuruthu

Obrigado por passar
Mas estou de saída
Tem alguma coisa nova prá fazer
Vamos lá então
Ter um dia diferente
Eu só quero curtir
Ficar à toa, viver numa bôa
E você quer respostas
Exige provas e músicas novas
Até que o mundo gire ao seu redor...

Vão falar que você não é nada
Vão falar que você não tem casa
Vão falar que você não merece
Que anda bebendo, está perdido
E não importa o que você dissesse
Você seria desmentido
Vão falar que você usa drogas
E diz coisas sem sentido
Se eu for ligar
Por que é que vão falar
Não faço nada...

Eu procuro tentar entender
Porque eu sou
Tão importante prá você
Já que é bem melhor
Ser importante prá si mesmo
Eu não quero mudar
Ser mais discreto
Ser mais esperto
Já cansei de propostas
Dar respostas
E ter que dar certo
Até que o mundo gire ao meu redor....

Vão falar que você não é nada
Vão falar que você não tem casa
Vão falar que você não merece
Que anda bebendo e está perdido
E não importa o que você dissesse
Você seria desmentido
Vão falar que você usa drogas
E diz coisas sem sentido
Se eu for ligar
Por que é que vão falar
Não faço nada...

Thuruthu, thuruthu
Thuruthu, thuruthu
Thuruthu, thuruthu
Thuruthu, thuruthu

Vão falar que você não é nada
Vão falar que você não tem casa
Vão falar que você não merece
Que anda bebendo, está perdido
E não importa o que você dissesse
Você seria desmentido
Vão falar que você usa drogas
E diz coisas sem sentido
Se eu for ligar
Por que é que vão falar
Não faço nada...

Thuruthu, thuruthu
Thuruthu, thuruthu
Thuruthu, thuruthu
Thuruthu, thuruthu

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Retrospectiva - "In media res"

O tempo passa e nem nos damos conta.
Quando foi mesmo que vc cresceu?
Com um aperto no peito as lembranças retomam seu lugar,ainda posso sentir cada vão momento.
Ocheiro suave da vida,o doce aroma da amizade.
Ah...como a vingança era doce....As de agora ja nos cheira podre.
Sem me dar conta volto a ser criança.
Peço um salgadinho na cantina e divido com alguns amigos depois da amarelinha.
Pouco depois estou sentada em um banco cercada de amigos.
Rio.
Não posso acreditar que acabo de chamar de amiga uma antiga "inimiga".
Mas agora choro.Sem conseguir conterr,as lagrimas saem.
Mas um abraço e me vejo inerte,olhando uma escrivininha cheia de fotos,livros,projetos e sonhos...

sábado, 20 de setembro de 2008

A lenda da Árvore de Natal (e de quebra, a do Papai Noel também)

O pai e o filho pendurando os enfeites na Árvore de Natal.


- Passa essa estrela dourada aí, filho.

- Essa?

- É. Ficou bom aqui?

- Ficou. Ficou sim. Mas, ô pai...

- Hum?

- Essa árvore é de verdade?

- É claro que é. Você não está aí, pegando nela? Então é de verdade.

- Não é isso, pai.

- O que é então?

- Eu estou perguntando se ela é de verdade mesmo, dessas de plantar.

- E para quê você quer saber uma coisa dessas?

- Pra saber, ué.

- Tá bom. Ela não é de verdade. Passa essa bola vermelha aí.

- O quê?

- Essa bola aí, do seu lado. Passa pra mim.

- Ah, tá.

- Você acha que a bola fica bem aqui?

- Fica. Fica sim. Ô pai...

- Hum?

- Porque é que a gente tem que colocar árvore no Natal?

- Por quê? Oras, por que... por que sim. Para enfeitar.

- Enfeitar o quê?

- A casa. Todo mundo enfeita a casa no Natal.

- E enfeita com árvore por quê?

- É porque a árvore é... é... é uma lenda antiga, filho.

- E como é que é a lenda?

- A lenda? Bem. É uma lenda comprida, quer mesmo saber?

- Quero.

- Hum, bem, é que antigamente, tinha...hum... uma árvore que...hum... dava
presentes!

- Dava?

- É. Os presentes nasciam nela, sabe? Que nem fruta. E a época dela de dar
frutas era justamente na época do Natal. Nascia de tudo. Videogame.
Computador. Celular. Mp3. De tudo mesmo. E aí era só as pessoas irem lá e
pegarem os presentes. Ninguém precisava pagar nada. E então... então...

- Então o quê?

- Então... bem, então os donos das lojas começaram a ficar bravos porque
ninguém mais comprava presentes e eles não ganhavam dinheiro. E então...
então eles resolveram cortar todas as Árvores de Natal do mundo!

- Nossa...

- Uma noite, os donos das lojas, vestidos de vermelho e usando uma barba
branca falsa para disfarçar, saíram cortando todas as árvores, usando a
serra que eles levavam num saco. Não sobrou nenhuma! E desde aquele dia, a
gente tem que pagar caro pelos presentes de Natal...

- Os donos da loja... De vermelho? Com um saco? E barba branca?

- É... isso mesmo e... e... me passa esse sininho aí.

- O quê?

- Esse sino prateado. Pega aí. Pra pendurar na árvore!

- Ah, tá... - disse o filho, olhando desconfiado.

(Artur de Carvalho)

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Notas de um observador:

Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam, outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados.
Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas,
não voam nem nadam.
Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo,
queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
Regurgitam assuntos e sintomas.
Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça,
repousam-se no lodo,
lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são os insetos interiores.

A futilidade encarrega-se de maestra-los.
São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia.
O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono, o beijo de boa noite.
Antes da insônia, a benção.

Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa.
A família.
São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, in(f)vertebrados.
Arrancam as cabeças de suas fêmeas,
Cortam os troncos,
Urinam nos rios e nas somas dos desagravos, greves e desapegos.
Esquecem-se de si.
Pontuam-se

A cria que se crie, a dona que se dane.
Os insetos interiores proliferam-se assim:
Na morte e na merda.

Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago.
Uma sensação de: o que é mesmo que se passa?
Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.
É mais fácil aturar a tristeza generalizada
Que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.
Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.
E assim, animais ou menos assim,
Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,
Desatentos ao próprio tesouro...caem.
Desacordam todos os dias,
não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais amor.
Assim são os insetos interiores.

(insetos interiores-teatro magico)

terça-feira, 5 de agosto de 2008

O caminho é longo,éh...é um longo caminho...


Chove.Chove muito,mas a garota não se preocupa.A chuva é fina e não venta tanto,é verão.

Atraida pelo som a garota entra pela porta que alguem deixou aberta.O som lhe penetra os ouvidos e toca-lhe a alma.

A garota segue o som.Logo à esquerda alguem sorrindo indaga-lhe:

- Posso ajudar?

Ah!Se ela soubesse para onde aquela pergunta a levaria,se ao menos ela soubesse....

Mas a vida tem desses momentos,em que nos, muitas vezes quetionados,mudamos o rumo das coisas.As vezes é preciso “brigar” com o destino,com a regra da maioria,há momentos em que mesmo não sabendo sentimos,falamos,fazemos.

Porque a porta estava aberta,e estando aberta não custa nada entrar.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

EROS E PSIQUE

Fernando Pessoa

…

Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera.
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino —
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E, vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora.

E, inda tonto do que houvera,
A cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.



Você é riacho e acho que teu rio corre pra longe do meu mar...
mar marvado seria o rio
que correndo do meu riacho... levaria o que acho
pra onde ninguém pode achar..."

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Afinidade acontece. um mesmo signo, um mesmo par de
Sapatos caramelo, um mesmo livro de cabeceira.
Afinidade acontece entre seres humanos. a mesma frase
Dita ao mesmo tempo, o diálogo mudo dos olhares e a
Certeza das semelhanças entre o que se canta e o que
Se escreve. afinação acontece. um mesmo acorde, um
Mesmo som, uma mesma harmonia. afinação acontece entre
Instrumentos musicais. a mesma nota repetidas vezes, a
Busca pela perfeição sonora e a certeza das
Similaridades entre um tom acima e um tom abaixo. a
Incrível mágica acontece quando os instrumentos
Musicais descobrem afinidades humanas entre si no
Mesmo instante em que os seres humanos descobrem
Afinações musicais dentro deles mesmos.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Conta-se que um dia Beethoven foi visitar o irmão mais novo, Johann, que a essa altura era um homem rico. Na entrada da mansão, um criado ofereceu-lhe, numa salva de prata, um cartão de visitas onde estava escrito: "Johann van Beethoven, proprietário de terras". O compositor pegou o cartão e, instantes depois, devolveu-o ao criado, após escrever no verso do papel a seguinte anotação: "Ludwig van Beethoven, proprietário de um cérebro".